O que vem de fora
Brasileiro é um povo curioso. O país é uma zorra, todos sabem. O país é violento, todos sabem. O país é corrupto, todos sabem. Basta alguém de fora dizer o óbvio e vem toda aquela imprecação. Qual é o problema de Departamento de Estado americano criticar a corrupção no Brasil? Qual é o problema da França desencorajar os seus cidadãos que pretendem visitar o Rio de Janeiro? Qual o problema de filmarem um filme vagabundo falando de algumas das vagabundagens brasileiras (o tráfico de órgãos ainda não é tão explícito, aguardemos um pouco mais)? Qual o problema se o Larry Rother escreveu sobre a inclinação de Lula para o álcool (ficou tão notório que o George Walker vem aí tratar do assunto)? Eu não vejo problema algum. Eles falaram alguma besteira? Eu acho que não. Acho que à exceção dos nossos cortes de carne, do pé-de-moleque, do limão capeta, de Graciliano Ramos e Guimarães Rosa (e alguns outros), o que vem de fora é mais divertido.
Americano não é imperialista? Francês não é fedorento? Bush não é assassino? Eles estão cagando pra isso. O Brasil, ao contrário, está atolado na merda. E insiste por mais...

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