quinta-feira, fevereiro 08, 2007

Bomb letter blast in the UK ou la logique méne à tout, à condition d´en sortir, mas (...) não saia.
Parece que um motorista indignado anda enviando cartas-bomba para os DNIT´s/ Detran´s ingleses. Seria ótimo adotar essa medida por aqui, mas isso nem vem muito ao caso agora. O meu estranhamento é com a carta-bomba; não a que explode, mas a que se utiliza pra nomear o explosivo. Carta-bomba. Por mais que a idade avance, não consigo crescer pra algumas coisas. Como pode um explosivo ter tanto poder cabendo dentro de um envelope comum? Sim, há mais evolução tecnológica do que sonha a vã filosofia, mas ainda me permito pensar que, para esses fins, um objeto tem que ter algum tamanho. Será que um chip explosivo pode machucar alguém? Um chip ficaria bem escondido num envelopinho. Talvez seja um chip com formato de brinco ou anel pra que alguma funcionária se sinta seduzida ou persuadida à ação de abrir a carta e mandar tudo pelos ares, ou em forma de relicário, pra convencer os devotos de plantão. Mas, de repente, vem a dura realidade sorrir zombeteira. Que idiota. Que lógica mais torta. A carta-bomba não é uma carta, é uma caixa. É feio dizer "caixa-bomba"? Não tem o mesmo apelo de "carta-bomba"? Ou seria a economia linguística - de carta-bomba já se deduz que foi entregue pelo correio? Em inglês dizem letter bomb. Ah sim, carta-bomba. Mas poderia ser letra-bomba - os lacaninanos iriam adorar. Enfim, não adianta. A língua tá aí pra ser obedecida e o Willian Bonner deu a sentença: o que explodiu em Londres foi a CARTA-BOMBA, ainda que ela seja um pacote-bomba. De hoje em diante, nada de ilogismos com explosivos; deixe-os para as crianças.

2 Comments:

Anonymous Anônimo said...

excelente!! explosivo!! um verdadeiro texto-bomba, tomei a liberdade de reproduzi-lo no meu blog:
http://pedrofcruz.blog.uol.com.br/

11:59 PM  
Blogger Maurício Vasconcelos said...

very flattering, pedrovisky!

8:31 AM  

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